Iniciam os trabalhos para elaboração do projeto da ciclovia de acesso ao Campus Chapecó da UFFS

Publicado em 05/02/2021 às 17:51 - Atualizado em 05/02/2021 às 17:51

Em reunião realizada na quinta-feira, dia 4 de fevereiro, estiveram presentes na sede da Reitoria da Universidade Federal da Fronteira, em Chapecó, representantes de diversas entidades com o propósito de iniciar os trabalhos para a elaboração do projeto da ciclovia e faixa de pedestres que irá ampliar o acesso ao Campus de Chapecó da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Segundo a equipe que trabalha no projeto, em tempos de normalidade,  aproximadamente 4.500 estudantes e 500 servidores frequentam, diariamente, o Campus Chapecó. O acesso único até a Universidade ocorre pela Rodovia Estadual SC 484, conhecida como Rodovia Balseiros do Rio Uruguai. As condições de tráfego dessa rodovia, atualmente, são consideradas muito rudimentares, com pista de rolamento simples, sem acostamento e sem iluminação ao longo da via, o que implica numa dificuldade extrema ou quase impossibilidade de trânsito de pedestres ou de bicicletas.

A despeito do grande fluxo da comunidade acadêmica pela rodovia, salienta-se ainda que a região do entorno da Universidade está em franco desenvolvimento, com novos loteamentos, empresas de grandíssimo porte e o densamente povoado Bairro Efapi.

É uma tendência necessária, atualmente, que se busque alternativas para a mobilidade urbana, de modo que viabilizar ciclovias e faixas para pedestres é indiscutivelmente uma das primeiras premissas do poder público.

O projeto será fruto de uma ampla conjuntura que contará com a contribuição da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura Municipal de Chapecó, do setor de engenharia da AMOSC, da Secretaria de Obras da UFFS e da Cooperenge, cooperativa de trabalho que abrange os ramos de arquitetura, engenharia e biologia.

Caberá à Amosc contactar o Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) para promover o trabalho de topografia; a Secretaria de Obras Públicas da SEDUR contribuirá com engenheiros para o projeto de iluminação e demais necessidades pontuais; a Cooperenge elaborará o projeto, em forma de cortesia, e doará para a Amosc, que o apresentará ao Governo do Estado, e a UFFS irá coordenar esses esforços e buscará as parcerias para a viabilização da construção da obra.

De acordo com Adriano Luiz Kusller, da Cooperenge, “é preciso levar em conta aspectos como a faixa de domínio público ao longo da via, atentando para normativas de distanciamento e outros atos normativos já estabelecidos pelo DEINFRA, e então observar as áreas de preservação e de eventuais intersecções com a pista de rolamento da rodovia”.

Para o engenheiro da AMOSC, Jorge César Drews, “é importante juntar esses esforços para a elaboração do projeto no momento, pois a AMOSC sozinha não teria condições de realizar essa tarefa — tendo em vista que há um sistema de rodízio para o atendimento das demandas dos municípios que compõem a Associação, e a cidade de Chapecó foi atendida em outro projeto recentemente —, o que não impede, contudo, que a AMOSC possa contribuir em demandas específicas, tanto prestando consultoria quando fornecendo profissionais para atuar em tarefas pontuais”.

O gerente de elaboração de projetos da Secretaria de Obras Públicas da SEDUR, Luis Fernando Maito Prado, acredita “que a obra será de grande relevância, não apenas para a UFFS mas para as empresas vizinhas da área e também para os moradores do entorno, pois a área está em grande expansão habitacional e, desse modo, o projeto precisa levar em conta o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do município de Chapecó. Para isso, a prefeitura irá contribuir com profissionais de todas as áreas naquilo que o projeto demandar, para que ele seja finalizado o mais cedo possível e que seja completo para sua pronta aprovação dos órgãos competentes”.

O secretário Especial de Obras da UFFS, Fábio Gasparetto, salientou “que o projeto precisa contemplar não apenas a pista de rolamento da ciclovia, que deve ser de massa asfáltica ou concreto, para facilitar a rodagem, mas também levar em conta uma calçada para pedestres que atenda aos padrões para acessibilidade e que possua iluminação de led abastecida por energia solar, para que a ciclovia possa ser utilizada como via de acesso ao Campus e, também, para prática esportiva ou de lazer no período noturno”.

Estima-se que o projeto esteja finalizado entre 3 a 6 meses, a contar da data dessa reunião preliminar. Salienta-se que a UFFS já articulou, previamente, uma reunião com os parlamentares da Assembleia Estadual Altair Silva e Luciane Carminatti, que, em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, garantiram que, assim que o projeto for encaminhado para o Governo, os recursos serão aportados e os processos licitatórios serão iniciados.

O reitor e os gestores ligados à Reitoria entendem que a ciclovia é uma atividade que será realizada a contento e que já está bem encaminhada e que, agora, o objetivo é estabelecer parcerias como essa para realizar obras de utilidade pública nos demais campi da UFFS.

Participam ainda do grupo de trabalho do projeto da ciclovia o engenheiro do SIASS da UFFS, Alexandre Pereira; o assessor para Inovação Tecnológica, Nedilso Brugnera; o diretor de Comunicação Social, Maurício Fernando Bozatski; o chefe do Gabinete, Rafael Scheffer, e o engenheiro de trânsito da SEDUR Eduardo Luis Festa.